A quilombolização!
A “quilombolização” que está em curso é mais uma tratativa moral, ideologizada, para questões objetivas pouco investigadas e amplamente desconhecidas.
Trata-se do extenso desconhecimento da formação política e social brasileira.
Com isso, lança-se mão de política pública para reconhecimento “simbólico” extemporâneo de um passado imaginário, imaginado ao sabor dos ventos identitários, moda importada do Norte e implementada via “instituições democráticas”.
Pouquíssimos são críticos a isso e se arriscam a se manifestar. Primeiro, porque são poucos os que estudam crítica e sistematicamente e, por conseguinte, estão vacinados. Segundo, porque os que não estudam crítica e sistematicamente não se veem capazes de contra-argumentar temendo serem taxados de “preconceituosos”, de “antidemocráticos” ou, pior, de “racistas”. Quem seria “contra” uma causa tão nobre, uma prática que, supostamente, visa a reconhecer e compensar uma “dívida histórica”?
Uma das práticas mais nefastas do identitarismo é reescrever – ou como diria os pós-modernos, “fazer uma releitura dos acontecimentos” – a história a partir de interesses políticos atuais de pessoas ou instituições (os “profissionais”), relegando ao abandono, ocultando, jogando na lata do lixo séculos de lutas, conquistas e derrotas, que conformaram o povo que hoje somos.
Sem o estudo crítico e sistemático de nossa história jamais reconheceremos quem verdadeiramente somos, estaremos condenados a repetir os velhos erros do passado e seremos dominados por agendas estranhas, vindas sabe-se lá de onde e por que, que objetivamente “parecem” mais nos dividir do que nos percebermos com um só povo, o povo brasileiro!
Postagem original no facebook (31/10/2024): https://www.facebook.com/story.php?story_fbid=8776610595785559&id=100003101187683&rdid=Mk4evg1aweGekg2E
Materia relacionada: https://biareal.com.br/2024/10/24/evento-vai-discutir-a-educacao-quilombola-em-minas-novas/
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